Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Já Nem se Pode Cortar o Cabelo............

Oi Pessoal!

Hoje quero partilhar convosco uma situação que se passou comigo ontem que me deixou a “rebentar pelas orelhas”!
Como vocês sabem a nossa linda “aldeia” contínua (eternamente) em obras. Uma zona fortemente afectada por essas obras, é toda a zona circundante às Piscinas Municipais, que se encontra com fraca ou nenhuma visibilidade assim que o sol se põe (iluminação zero) e acessibilidades (passeios, desnivelamentos de passeios, etc. ….) pura e simplesmente não existem.
Para quem por algum motivo precise de ir às piscinas Municipais o acesso está completamente garantido, através da entrada do novo parque de estacionamento. Porém, existe uma excepção, são os “pobres” e “coitadinhos” dos deficientes de cadeiras de rodas (para quem o Mundo não foi feito e também ninguém o quer adaptar. Olha, que fiquem em casa fechadinhos que é para não chatear, camada de teclas 3)!
Pois é, mas passemos ao que se passou comigo. Ontem pela manhã, quando me olhei ao espelho (e não se partiu), apercebi-me que já ia sendo altura de cortar o cabelo, logo pedi à minha esposa que telefonasse à cabeleireira para marcar uma horita para mim. Como eu só saiu do trabalho às 19.00 horas, onde é que teria de ser feita a marcação? Nas benditas Piscinas Municipais, pois é a única cabeleireira em Silves que funciona depois das 19.00 horas e das únicas que dá para a cadeira de rodas entrar, para ser mais preciso, só duas cabeleireiras em Silves têm acessos.
Até aqui tudo bem, fiz a marcação para as 19.15 horas e quando sai do trabalho dirigi-me para aquela zona, meus amigos, não se via a ponta de um corno e a ponta do outro estava tapada! Liguei os quatro piscas da cadeira (olha ó estilo, tipo ambulância, só faltava a sirene) e com alguma dificuldade lá passei do lado do campo do Silves Futebol Clube, para o lado do novo estacionamento e pensei “pronto, o pior já está”. Enganei-me, ao chegar perto das piscinas, dei por mim rodeado de passeios com uns 20 cm de altura e sem qualquer tipo de desníveis para que eu pudesse subir, percorri aquela zona do parque (que não tem grades, porque 70% do parque parece o campo de Auschwitz com tanta rede, só falta o arame farpado) e lá encontrei um passeio aí com 7 ou 8 cm de altura. Liguei a tracção ás quatro rodas, subi o passeio, respirei fundo e pensei “é desta que eu corto o cabelo!”. Enganei-me outra vez, quando estava quase a chegar à porta das piscinas deparei com duas zonas distintas: A primeira, um passeio muito alto sem desníveis e a segunda completamente em linha recta, que curiosamente é a que garante o acesso das pessoas com mobilidade reduzidas às piscinas (estas duas zonas a par uma da outra como se fossem duas portas). E agora vocês perguntam, e agora qual é o mal? E eu respondo, o mal é que a zona do passeio está completamente livre, desamparada, para quem quiser passar e a zona que seria para os deficientes tem dois portões, fechados a cadeado. Agora sou eu que pergunto, o que é que fazem ali dois portões fechados a cadeado, se ao lado tem uma zona completamente livre de passagem? Ou expliquem-me ou façam-me um desenho porque eu não consigo perceber!
Resumindo e concluindo, fui para casa fulo da vida (até deitava fogo pelo nariz), sem cortar o cabelo e debaixo de um frio de cortar á faca (isto já por volta das 19.45 horas).
Agora restam-me duas soluções: ou peço à entidade patronal para sair mais cedo para ir cortar o cabelo (que por coincidência não tem rigorosamente nada a ver com as obras), ou então, só corto o cabelo quando acabarem com as obras (deve chegar aos pés)! Qual é que me aconselham?

No final de tudo apetece perguntar: Afinal quem é deficiente no meio desta história toda? (não se esqueçam que não existem só deficiências motoras, também há as ment….., esqueçam!)

Sugestão do dia:
Nada como começar bem o fim de semana, um jantarzinho em família, seguido de um jogo de cartas ou outro jogo qualquer para preservar algumas velhas tradições. Eu pessoalmente aconselho o "SCRABLLE", pois para além de ser muito divertido, puxa pela mente (muita gente tem falta!)

Curiosidade:
Recentemente adquiri uma nova versão de um dicionário "edicção escolar" da Porto Editora e tal não é o meu espanto que ao desfolha-lo, dou por mima ler os maiores palavrões que existem no nosso pais (às vezes nem no Sexy Hot se ouve tal obscenidade, bom mas vê-se). Curioso, bastante curioso. Tal vai a Educação em Portugal!

Um bom fim de semana e divirtam-se?


publicado por William Wallace às 10:54
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